Aires - Año 11 - N° 104 -
Enero de
2007 1 / 1
Introdução
Nas últimas décadas vários estudos verificaram aumento na prevalência de obesidade em todas as faixas
tárias e em vários países. Dentre suas causas, estão os fatori genéticos e ambientais (WHO, 1997).
É tão grande a dimensão do problema, que a obesidade, considerada uma doença crônica e multifatorial,
assou a ser considerada um dos elementos mais preocupantes por parte
de estudiosos volta
dos à área da saúde, sendo avaliada como um dos maiores
roblemas de saúde pública em países desenvolvidos e em desenvolvimento (Mamalakis & Kafatos, 1996; Sichieri, 1998), sendo considerada nos Estados Unidos o maior problema de saúde pública (Yanoviski et al., 2002).
A obesidade na infância e adolescência está se apresentando como uma epidemia global, sendo que nas últimas décadas duplicou a incidência da obesidade entre estas populações (Villares et al., 2003).
Estudos realizados em algumas cidades brasileiras mostram que o sobrepeso e a obesidade já atingem cerca de 30% ou mais das crianças e adolescentes, como em Recife, alcançando 35% dos escolares avaliados (Balaban, 2001).
A obesidade infantil na América é uma epidemia silenciosa, uma vez que o reconhecimento clínico dos riscos da enfermidade, por parte dos médicos clínicos, não é satisfatório, existindo uma dificuldade em quantificá-la e tratá-la eficazmente, além da carência de programas de prevenção (Diamond, 1998).
Concomitantemente ao aumento do número de crianças obesas, o que resulta num maior número de adultos obesos, o número de crianças e adolescentes sedentários também cresce (Moussa et al., 1994; Robinson, 1999; Sichieri, 1998), e o hábito de assistir televisão tem predominado como o hábito sedentário mais difundido entre os adolescentes (Bar-Or et al., 1998; Dietz, 1993, Matsudo et al., 1997), seguidos de videogame associado à TV e computadores. O hábito de estar em frente aos eletrônicos, não seria uma causa da obesidade, mas relaciona-se com um conjunto de práticas, principalmente por um maior consumo de alimentos (BAR-OR et al., 1998), para tanto a aderência por alimentos como "fast-food" (Andersen et al., 1998), alimentos densos, ricos em gorduras (Sichieri, 1998), refrigerantes, porções de alimentos ricos em açúcar com altos índices glicêmicos e aumento da porção de refeições ingeridas, tem evidencia como contribuintes no aumento do peso.
Essa hipótese se justifica na medida em que as crianças acabam gastando menos calorias do que consomem, e conseqüentemente, aumentando as probabilidades de complicações de saúde mais comuns, como diabete mellitus, hipertensão arterial, dislipidemias (Pietrobelli et al., 1997).
A televisão tende a fascinar as crianças e adolescentes espectadores com anúncios de produtos alimentares e restaurantes de fast-food que oferecem um valor nutricional marginal, na melhor das hipóteses. Além disso, a programação de horário nobre e das manhãs de sábado faz com que as crianças sejam estimuladas a uma maior ingestão calórica. O tempo gasto assistindo à TV correlaciona-se com as tentativas das crianças de solicitarem aos pais a compra de determinado alimento, aumentando a quantidade total de ingestão alimentar (Dietz, 1993).
O perfil nutricional da população brasileira tem se modulado de maneira significativa, contribuindo na redução da prevalência de desnutrição e concomitantemente no aumento da prevalência de sobrepeso e obesidade (Monteiro et al., 1995).
Nota-se que a mídia, em especial, a televisão, exerce forte papel nos hábitos alimentares de crianças. pode-se dizer que as crianças são altamente vulneráveis às propagandas vinculadas na televisão, sugerindo forte tendência à preferência por alimentos ricos em energia e gordura (Fisberg, 2004).
A gravidade desse contexto é que a criança, por atender ao impulso da propaganda, associado ao ibope que esse comportamento pode representar perante a sociedade em que convive, tende a acumular tecido adiposo ao ser influenciado pela novidade do "momento".
Nesses casos, a instalação da obesidade pode trazer além de problemas fisiológicos, a adoção de apelidos por amigos e familiares, ainda sendo motivo de piadas, apresentando baixa auto-estima, criando uma imagem corporal distorcida (Fisberg, 2004).
Esse quadro tende a comprometer a qualidade de vida da criança obesa, especialmente problemas de caráter emocional, dificultando o tratamento da obesidade.
O hábito de ver televisão, o uso de videogames, computadores, controles remoto, também podem ser determinantes para a redução do gasto energético total de um indivíduo. A interação entre o tempo elevado frente à utilização de aparelhos eletroeletrônicos, e ao estímulo aumentado da ingestão de alimentos hipercalóricos, pelas propagandas, torna o cenário caótico.
Com base no que foi apresentado, têm sido evidenciados de acordo com a literatura dois fatores que poderiam influenciar a prevalência de sobrepeso e obesidade sendo o tempo destinado aos jogos eletrônicos e manuais e a alta ingestão calórica.
Portanto, o objetivo do presente estudo foi analisar a relação entre o índice de massa corporal e o tempo gasto em frente aos eletrônicos em escolares de 10 a 15 anos.
Metodologia mRelação entre índice de massa corporal e o tempo gasto em frente aos eletrônicos em escolares dep 10 a 15 anos Cheap Bare Youlove Dating Women Girlsw v Dating Dating kRelação entre índice de massa corporal e o tempo gasto em frente aos eletrônicos em escolares dep 10 a 15 anos Cheap Bare Youlove Dating Women Girlsz p Women Sex 246000